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Mário Zanini
1907 - 1971
Pintor, decorador, ceramista, gravador, Mário Zanini nasceu em São Paulo no ano de 1907. Seus estudos de pintura são iniciados a partir de 1920 na Escola Profissional Masculina do Brás. Posteriormente, cursa desenho e artes no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo.
No fim da década de 20, conhece Volpi e frequenta o ateliê de Georg Fisher Elpons. Em 1933, passa a trabalhar com Rebolo em pintura de interiores. Em 1935, participa na formação do Grupo Santa Helena. Vale destacar que o Grupo Santa Helena foi o nome atribuído pelo crítico Sérgio Milliet aos pintores que se reuniam a partir de meados da década de 1930 nos ateliês de Rebolo e Zanini, situados em um edifício da Praça da Sé denominado Palacete Santa Helena (demolido em 1971, quando da construção da estação do Metrô da Sé).
Na segunda metade de 1930, participa também da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e do Grupo Família Artística Paulista. Entre 1940 e 1958, a convite de Paulo Rossi Osir trabalha na Osirarte, ateliê especializado na arte do azulejo.
Das exposições de que participa destacam-se: Salão Paulista de Belas Artes, São Paulo, entre 1934 e 1968; Salão Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, entre 1940 e 1948; Bienal Internacional de São Paulo, 1951/1953/1959.
Após sua morte, em 1971, destaca-se a participação de sua obra nas seguintes mostras: Retrospectiva, no MAC/USP, São Paulo, 1976; Tradição e Ruptura, na Fundação Bienal de São Paulo, 1984; Osirarte, na Pinacoteca do Estado de São Paulo, 1985; Bienal Brasil Século XX, 1994.

Mário Zanini
Menino com Cabras
28 x 33 cm
Óleo sobre eucatex
Ano: s/d

Mário Zanini
Rua do Bairro (Cambuci)
40 x 50 cm
Óleo sobre tela
Ano: 1944

Mário Zanini
Paisagem
36 x 46 cm
Óleo sobre tela
Ano: 1966

Mário Zanini
Casario
70 x 50 cm
Óleo sobre tela
Ano: 1969

Mário Zanini
Paisagem
50 x 67 cm
Óleo sobre papel
Ano: 1960

Mário
Zanini
Floresta
48 x 67 cm
Crayon sobre papel
Ano: 1960

Mário Zanini
Vaso de Flores
46 x 60 cm
Óleo sobre tela
Ano: Séc 20 - Década de 40

Regata no Tietê, 1965
A semelhança de temas e o hábito de pintar ao ar livre são fatores de integração do histórico Grupo Santa Helena. Mas os artistas que o integraram a partir de 1935, quando montaram ateliês no já demolido palacete homônimo da Praça da Sé, tinham suas particularidades. No caso de Mário Zanini (1907-1971), paulistano de ascendência italiana modesta, criado no bairro do Cambuci, a predileção pela música sacra e pela literatura o diferenciava de colegas como Rebolo e Volpi. Quando tomava dos pincéis, porém, o pintor rumava com os demais parceiros para as ruas ou arredores da cidade e ali fincava o cavalete. Sua produção de paisagens, marinhas, naturezas-mortas, nus, artes gráficas e azulejaria, com cenas de uma capital ainda bucólica e às margens de um Rio Tietê voltado ao lazer, está representada por 150 trabalhos na Faap

ObraGuatapara
ArtistaMário Zanini
Data1966
Dimensão 70 cm X 50 cm
Categoria TécnicaPintura
Técnica EspecíficaÓleo sobre tela
Escola/MovimentoExpressionista - 2ª Geração Modernista
Período
7Século XX - 2ª Metade
SecretariaCultura
ÓrgãoSede

Obras/Título
ArtistaMário Zanini
Data1936
Dimensão 77 cm X 94 cm
Categoria TécnicaPintura
Técnica EspecíficaÓleo sobre Tela
Escola/MovimentoExpressionista - 2ª Geração Modernista
Período
6Século XX - 1ª Metade
SecretariaEsporte, Lazer e Turismo
ÓrgãoSede

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Veja São Paulo Recomenda
Março 2007
Mario Zanini
|
contato:
contato@venezaverona.com.br
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Painéis pintados por Mario Zanini, diretamente nos halls dos edifícios Verona e Veneza respectivamente.
MÁRIO
ZANINI - Cotações
Leilões de 2007

Paisagem
Rural
óleo
sobre tela, ass. dat. 1942 inf. dir.
27,5 x 35 cm
Último lance: R$ 10.000 - U$ 5.000
Leilão de agosto de 2007
Leilões
de 2006

Banhistas
óleo
sobre tela, ass. dat. 1962 inf. esq.
55 x 150 cm
Último lance: R$ 30.000 - $13.640
Leilão de novembro de 2006
Leilões
de 2002

Figuras
na Rua
óleo sobre
tela, ass. inf. dir.
72 x 54 cm
último lance: R$ 6.090,00 / U$ 1,850.00
Leilão
de novembro de 2002
Leilões
de 2001

Natureza-Morta
óleo
s/ papel colado em madeira,
ass. dat. 1964 inf. dir.
Com
etiqueta da exposição retrospectiva do artista
(Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São
Paulo, 1976) no verso.
Ex-coleção Giancarlo Zorlini.
46,5 x 57,5
cm
Último lance: R$ 10.500 - U$ 4.040
Leilão de setembro de 2001
Maiores detalhes da vida do pintor
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Cambuci,
Mooca e Braz
Mário Zanini nasceu em São Paulo em 1907 e faleceu na mesma
cidade em 1971. Filho de imigrantes italianos, sétimo de nove
irmãos, fez o primário num grupo escolar do Cambuci, bairro
onde passou quase toda a vida.
Em
seguida matriculou-se no curso de pintura da Escola Profissional
Masculina do Brás, que freqüentou de 1920 a 1922, e no curso
noturno do Liceu de Artes de Ofícios (1924-26).
De 1922 a 1924 foi letrista da Companhia Antártica Paulista, no
bairro da Mooca; desde 1922 fazia cópias de pinturas antigas, e
em 1923 pintou sua primeira paisagem.
O
encontro com
bons amigos
Em 1927 conheceu Alfredo Volpi, seu vizinho no Cambuci e, como
ele, decorador; no ano seguinte estudou por alguns meses com
Jorge Fischer Elpons.
Recomendado por Paschoal Graciano passou a trabalhar com
Francisco Rebolo Gonzales, que então mantinha escritório de
decoração no Edifício Scafuto, na Rua 3 de Dezembro.
Era o ano de 1933, e de então até 1938 mais ou menos ambos se
desincumbiriam de encomendas nos estilos Luís XV, Luís XVI,
Damasceno, Liberty e mesmo Futurista, conforme o gosto do
cliente.
Começa
a formar-se o
Grupo Santa Helena
Das inúmeras decorações realizadas porém por Zanini,
nenhuma, aparentemente, restou.
Em 1935 Zanini mudou-se para o Palacete Santa Helena, na praça
da Sé, onde havia alguns meses Rebolo instalara seu escritório-ateliê.
Em 1936 alugou uma sala própria, que
logo dividirá com Manoel Martins e Graciano. Surge assim, pouco
a pouco, o chamado Grupo Santa Helena, núcleo da futura Família
Artística Paulista.
Zanini, como os demais integrantes. do grupo, sai, quando pode,
da capital, para pintar ao ar livre em subúrbios, em pequenas
cidades vizinhas ou no litoral.
O
pintor começa a
ser notado
Desde 1934 participava de coletivas, e em 1939, expondo no II
Salão da Família Artística Paulista, merece boa referência
crítica de Mário de Andrade, que diz:
«Este meu xará foi para mim uma revelação. É difícil
diagnosticar se a diversidade de seu atual manejo do pincel
indica riqueza ou indecisão, mas pressinto nele o estofo de um
grande paisagista.»
O ano de 1940 é de muita atividade e progresso: Zanini, expondo
na Divisão Moderna do Salão Nacional de Belas Artes, recebe a
medalha de prata (ganharia o prêmio de viagem ao país em 1941,
mas nunca obteria a viagem ao exterior).
O
contato com o
modernismo francês
Mais tarde, a convite de Paulo Rossi Osir, produz padrões de
azulejos para a Osirarte, uma empresa montada por este último.
Prosseguindo, toma parte na terceira e última exposição da
Família Artística Paulista, efetuada no Rio de Janeiro;
interessa-se pela técnica da monotipia.
Em Itanhaém, cidade já visitada por seu amigo Volpi em 1940,
inicia sua série de marinhas.
Por outro lado, nesse mesmo ano recebe, como vários de seus
colegas, o profundo impacto da Exposição de Arte Francesa então
enviada ao Brasil.
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Alegrias
e frustrações
Zanini realizou pouquíssimas individuais, sendo que a primeira
deu-se em 1944, na Livraria Brasiliense; a segunda ocorreu em
1962, na Casa do Artista Plástico de São Paulo e agrupava 81
pinturas; a terceira teve lugar em Porto Alegre, na Galeria
Pancetti, em 1966.
A presença de Zanini se verificava invariavelmente nas
coletivas, como o Salão Baiano de Belas Artes, a Bienal
de São Paulo (1951 a 1955, 1959), o Salão Paulista de Arte
Moderna (prêmio de viagem ao país em 1955), o Salão
Paranaense de Belas Artes, etc.
Sua grande frustração foi a de nunca ter sido contemplado com
o prêmio de viagem ao exterior. Por sua própria conta, viajou
à Itália, na companhia de Volpi e Rossi Ozir, lá permanecendo
de abril a outubro de 1950.
Bem
lembrado,
após a morte
Três anos após seu falecimento, a Opus Galeria de Arte
realizou uma retrospectiva, reunindo 39 obras pertencentes a
colecionadores e amigos.
Coincidentemente, nesse mesmo ano, a familia de Zanini doou ao
MAC-USP 108 obras envolvendo as várias fases do pintor. Isso
permitiu que, em 1976, esse Museu realizasse uma consistente
retrospectiva com 205 trabalhos seus, envolvendo pinturas,
desenhos, gravuras e cerâmicas.
Professor,
paisagista
e marinhista
Mário
Zanini também lecionou, a partir de 1968, na Faculdade de Belas
Artes de São Paulo (dez anos antes ensinara gravura na Associação
Paulista de Belas Artes e na Escola Carlos de Campos), e
participou, como jurado, de várias comissões de organização
ou de seleção e premiação de certames artísticos.
Como paisagista, Zanini interpretou, com simplicidade e emoção,
a natureza nas imediações de São Paulo.
Distante do litoral, sua presença como marinhista é menos
constante, mas não menos notável. Enveredou pela natureza
morta e, acidentalmente, fez algumas aproximações ao
abstracionismo, sem nunca ter se fixado nesse gênero.
Sua pintura, ora se assemelha à de Volpi, ora à de Rebolo. O
que, entretanto, o distingue dos demais integrantes do Grupo do
Santa Helena e da Família Artística Paulista é o seu
colorido, intenso, profundo, quase fauve: ao lado de
Volpi, Zanini é, na verdade, um dos grandes coloristas da
moderna pintura brasileira.
Menos
conhecido, mas
sempre procurado
Executou também cartões para azulejos, e teve no desenho e na
gravura, naquele principalmente, meios expressivos de que fez
uso com sensibilidade e inteligência.
Produzindo bastante mas não expondo senão rarissimamente, era
natural que não chegasse a obter, sobretudo fora de São Paulo,
reconhecimento e sucesso.
Ainda que não sendo um nome de expressão nacional, sua presença
no eixo Rio-São Paulo é sempre notada, aparecendo com freqüencia
nos leilões de arte em ambos os Estados.
Fonte: CD Rom: 500 Anos da Pintura Brasileira
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